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O Local…

Vista panorâmica do topo

Muitas vezes já ouvi a pergunta: “Mas porquê Manique do Intendente? Porquê ali e não outro sítio?”

Se vos confessar que foi apenas obra do destino? Não um destino fácil de alcançar e muito menos rápido, mas aquele sítio chegou um pouco como que por magia…

Há muitos anos atrás, aquele sítio que fazia o meu coraçãozinho bater mais forte, era mesmo o Alentejo, a planície alentejana sempre teve um grande impacto sobre mim, mas o amor pelo o Ribatejo também batia cá dentro.

No início das nossas buscas, isso nem estava em causa, pois até fomos parar para o outro lado do Rio Tejo.

Mas como todos nós tínhamos uma visão, não podia ser qualquer sítio…

As buscas duraram anos, os jornais foram mais que muitos, visita aqui, visita ali, mas nada nos enchia por dentro. Muitas foram as dúvidas: “Mas será que este tem bons acessos?”, “A vista deste não será pobre?”, “Mas ele quer mais dinheiro só pelo o que vamos fazer no terreno??”.

Até que um dia, os meus pais viram num jornal um terreno a um bom preço e aí decidiram arriscar. Nunca tínhamos ouvido o nome da terra, nem o que havia por lá, mas não se perdia nada  em ir ver, certo?

Um eucaliptal, os meus pais apaixonaram-se por um eucaliptal, vejam só! Ainda por cima, sobe-se, sobe-se, sobe-se! E a minha planície?? É certo que em termos de vista, neste conseguem-se ver os campos, os pomares, as vinhas, as casas caiadas de branco, o pôr-do-sol em Monte Junto… Aqui consigo ver um mundo que me tira da realidade.

Admito que não morri de amores por ele no primeiro dia, nem no primeiro mês, mas agora, agora é o meu porto de abrigo, o meu “alivia stresses”, a minha paz interior, a minha paixão!

Vem sentar-te numa tarde de Primavera, a ver um pôr-do-sol, a respirar este ar e diz-me depois se não é tão bom sair da realidade.

Mas esta terra tem algo para contar, porque Manique do Intendente (“mas que nome” dizem alguns) tem história, e essa história fica para a próxima…

Vista da lateral frente, quando era um eucaliptal